quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O que vai ser? Matar, morrer ou se matar?

Stock Photo


O número de suicídios entre os soldados americanos vem aumentando consideravelmente desde o ano passado, principalmente entre os mais jovens. O que eles esperam afinal de contas?

Eles saem do conforto de suas vidas para matar outros seres humanos e todos esperam que eles funcionem normalmente depois disto? Impossível! Os que tem mais sortes são os que vão para esta guerra absurda e morrem. Mil vezes morrer de cara do que ficar aleijado, louco, neurótico ou se suicidar.

É incrivível como a atitude de um mentecapto como o Bush possa reverberar tão longe. Mas é isso ai. Quem não reflete antes de votar, se votar, tem que arcar com este tipo de conseqüência.

Tem muita gente por ai, inclusive brasileiros que se acham muito espertos, defendo estes malucos. Eu estou fora. Não aceito guerras, a não ser que seja por motivos reais de defesa. Eu sou de conversa, de diplomacia.

Quem defende e acha a guerra necessária, tem obrigadação moral de enviar seus próprios filhos para a guerra. Se a guerra é boa para o filho dos outros, deve ser ainda melhor para os seus próprios filhos. Será que vão fazer isso? Dúvido. Estou pagando para ver.

Já cansei de ver reportagens de soldados, inclusive mulheres, que sofrem as conseqüências abomináveis da guerra. As cicatrizes não são apenas a nível físico e mental, mas também estão no bolso. Muitos perdem seus empregos e a dignidade de viverem como seres humanos decentes.

E como fica o espírito deles? Com certeza também destruído. A vida nunca mais será a mesma depois de um evento destes...

Aqui mais inforções sobre este assunto.



terça-feira, 17 de novembro de 2009

Eu no A Roupa Nova do Rei?!

Google Images

A querida Luciana B. me convidou a escrever alguns artigos para o A Roupa Nova do Rei. Eu me senti muito feliz com o convite, mas tremi nas bases. Eu não sei se tenho algo a dizer ou se só vou espantar as minhas próprias bruxas.

Nas minhas horas vagas, que são muitas no momento, escrevo o Magia na Cozinha, um blog super simples e desprentencioso, no qual divido receitas que faço, com muito carinho, para a minha família e amigos.

Escrever um blog é uma coisa verdadeiramente prazerosa e viciante, mas no bom sentido é claro. É um espaço onde a gente pode ser a gente mesmo, um ponto de encontro, um espaço de trocas virtuais que afetam a vida real.

Os foodbloguers também se interessam por outros assuntos. As vezes gostam de botar a boca no trombone! Hello!! Não só em relação as nossas vidas, mas ao mundo que nos cerca. Tudo vale, tudo conta.

Eu sou apenas uma pessoa comum na sombra, buscando um lugar ao sol. Uma pessoa que tem sonhos e anseios e se sente mais infeliz do que feliz com o mundo que a cerca. Não sou devoradora de notícias ou de livros.

Os estímulos exteriores do mundo que me cerca me fazem vibrar negativamente e isto é triste. Tudo parece estar errado, todos parecem ser infelizes, vivendo num mundo de faz de conta, seguindo na vida cultivando valores distorcidos e insanos. Até quando?

As vezes eu quero gritar, mas o grito sempre se cala. Eu me revolto e me sinto impotente diante de tantas dificulades. Será que vale a pena viver remando contra a maré? Não sei, talvez. Estou cansada e desgastada. Não sei o que vai ser do futuro.

Sou formada em Artes e beleza me encanta. Queria que o mundo inteiro fosse belo como num sonho bom, onde tudo é luz e perfeição. Um mundo onde realmente existisse justiça social, igualdade e fraternidade entre todos os seres humanos. Um mundo sem divisões, sem raças, religiões e preconceitos.

Neste mundo perfeito ou quase todos seriam como irmãos e ajudariam uns aos outros, assim todos cresceriam juntos e formariam uma grande família. Todos poderiam desenvolver ao máximo suas potencialidades e nada faltaria a ninguém, pois tudo seria de todos. E o que uniria todos esses seres numa única voz seria o amor, pois só o amor pode mudar um coração endurecido.

Somos como uma corrente, onde cada elo é ou deveria ser muito importante. Ninguém pode ser feliz sozinho, dependemos uns dos outros. Infelizmente o egoísmo e a ganância dominam o mundo, mas nós podemos mudar tudo isto se realmente quisermos.

Que tal, eu e você, começarmos a levantar esta bandeira?

Não me canso de ter esperanças de que um dia tudo poderá ser diferente. Se tudo dependesse apenas de mim, seria mais fácil, mas não é assim que acontece. A vida tem um ritmo próprio e, pelo visto, ainda não estamos em sintonia com ela, o que ocasiona os conflitos. Contudo, se quisermos, podemos mudar tudo, todos os dias. Pense nisso!





PAPAI NOEL

A BOCA NO TROMBONE não é só para criticar mal feitos. Para apoiar bem feitos como esta iniciativa dos Correios que parece que vem dando certo, também vale. Vamos ajudar?


O projeto Papai Noel dos Correios começa na próxima terça-feira (17) em todo o país. Crianças que moram em comunidades carentes e têm até 12 anos podem mandar suas cartas, que devem ser "adotadas" por voluntários.


Segundo os Correios, nem todas as crianças são atendidas, mas todas são colocadas à disposição da sociedade e recebem uma resposta. O objetivo central é manter a magia do Natal.


O projeto existe há mais de 20 anos. Inicialmente, era uma iniciativa dos próprios empregados dos Correios. Em 1997, o projeto foi institucionalizado e a sociedade passou a participar.

No ano passado, foram recebidas mais de 1 milhão de cartas. São descartadas as correspondências que não contêm remetentes ou as com endereços repetidos. Cartas de adultos não são atendidas. Também serão excluídos pedidos de medicamentos e aparelhos eletrônicos.

Cada regional dos Correios seleciona as cartas destinadas para adoção com seus próprios métodos, considerando a área abrangida, números de correspondências, de adoções e de voluntários envolvidos.

Voluntários


Segundo os Correios, todas as pessoas que tiverem vontade podem colaborar. Além da adoção das cartas, os voluntários podem participar do processo de leitura e triagem das cartas.


Os interessados devem entrar em contato com a Casa do Papai Noel da região. Os dados estão disponíveis no site dos Correios .

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1372221-5598,00.html

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

PEDAGIOS

SEM PARAR

(e melhor sem pensar também)

Ok, a gente acostuma com tudo.

Depois de muito reclamar de ter que pagar pedágio além de ter que pagar IPVA, que considero, não sei o termo jurídico, pagar em dobro o imposto que tem a mesma finalidade, aderi ao Sem Parar.

Isto porque a gente fica Sem Vergonha.

Nos Estados Unidos, quem tem o Sem Parar de lá paga uma quantia menor a cada pedágio.

Aqui, pagamos uma taxa a mais para que a concessionária pague funcionários a menos. É incoerente.

Enfim. . . c’est la vie. La vie pedagiada.

E então, apesar de achar o fim do mundo as pessoas que dizem que – “Melhor roubar e fazer. . . “ , dizemos, melhor ser assaltado no pedágio do que pegar estrada ruim. E é.

Mas continuamos pagando IPVA.

Então lembro de um projeto de lei de 2008, aprovado no legislativo, precisava o Serra assinar, que descontaria o pedágio pago na cobrança do IPVA.

Alguém sabe por onde anda esta lei? Está em vigor?

Quero a bula desta lei, please. Se alguém souber, me avise.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ONGS E QUILOMBOS


Foram 4 dias em Picinguaba. Voltamos literalmente de alma e corpo lavados. Choveu. Choveu. Choveu. Choveu. Quatro dias.

Mas deu para caminhar na Praia da Fazenda. Deu para comer a caldeirada de frutos do mar da Nilza e do Ademar.

Mas o que está me trazendo aqui hoje é uma conversa que tive com um moço da Bélgica, lá no botequim na praia. Já o havia encontrado uma outra vez por lá.

Vamos dar um nome fictício a ele para facilitar. O Peter já vem para o Brasil há uns 3 anos. Sempre para uma praia que fica ali perto e e que, por força das leis ambientais, foi transformada em quilombola .

Com esta transformação, a vila não pode mais ter turismo que era a fonte de renda das pessoas que lá habitam, alguns com 1% de sangue negro, assim como qualquer brasileiro. . . enfim. . . vamos em frente.

O Peter vem ( e fica) apoiado por dinheiro da comunidade européia (?), através de uma ONG.

O Peter vem e ensina esta população a trabalhar o bambu.

Peter conta que aprendeu sobre bambu na internet e em alguns livros. Perguntei se os alunos teriam que vender na estrada seus artesanatos, assim como já os índios o fazem nesta estrada.

Ele diz que não, imaginem, ele ensina até a usar o bambu na construção civil (?).

Então pergunto se eles têm uma plantação de bambu para fazer frente a esta atividade tão simpática e, eu acho, encantadora.

Ele diz que não, o Ibama não deixa plantar bambu porque não é uma planta nativa. . .(!!!)

De onde virá o bambu para a construção civil? Não sei, ele não sabe.

Pois bem, se alguém puder me dizer a que vem o Peter, o dinheiro europeu, a ONG, o quilombo, os bambus, por favor, me diga.

Ainda não me recuperei. Estou pasma!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O que li recentemente - Modelo de Verão

bookcrossing1 (1)

(contém spoilers!)

O livro “Modelo de Verão”, escrito pela ex-top model Paulina Porizkova, retrata um período da vida de Jirina, uma adolescente sueca de 15 anos que consegue a tão desejada chance de iniciar a carreira de modelo em Paris. A história se passa nos anos 80 e mostra como a adolescente Jirina, sem muita base familiar, jovem e muito sozinha, se deixa levar pelas loucuras e transgressões da época auge das top models.

“Modelo de Verão” é a analogia perfeita da maioria das modelos que circulam por aí: bonito por fora (uma capa linda), mas sem muito conteúdo por dentro. Retrata bem a superficialidade do mundo e da vida de modelo, no qual a aparência vale mais que a essência, onde as relações não se aprofundam, onde um dia é de rainha e outro de borralheira.

Mas dá para tirar lições dele, principalmente as meninas que sonham com esta carreira e idealizam uma vida de pouco trabalho e muito glamour. O livro mostra bem como a profissão de modelo é como outra qualquer, na qual as melhores profissionais são aquelas que trabalham duro, respeitam os compromissos assumidos, agüentam por vezes pressões e humilhações.

A vida da modelo Jirina em Paris é passada quase que totalmente 'em trânsito', entre um go see e outro, ganhando pouco dinheiro e vivendo em condições precárias. Ganha dinheiro por um lado, mas deve por outro. Vai de estúdio em estúdio, mas pouquíssimas vezes é chamada para sessões de fotos reais. Há cenas impressionantes, como a sessão de fotos sob luzes de tungstênio que queimam os olhos da protagonista.

Mais ainda, o livro mostra como as profissionais que têm uma base familiar e psicológica mais forte encaram melhor as pressões e frustrações e não se deixam levar pelas armadilhas deste mundinho: muito álcool e drogas, violência, prostituição.

De um lado ele mostra a modelo Mia, também sueca, que passa incólume pelas armadilhas da ‘modelagem’ e acaba deixando-a pelo desejo de ter outra profissão, a de médica. De outro lado Evalinda, que é o perfeito retrato da geração da época, linda, famosa e trashy total. É triste ver a protagonista enfrentar um estupro e entrar no mundo das drogas quase sem querer.

Se você (ainda) idealiza esta profissão, ou se tem filhas que o fazem, recomendo a leitura deste livro. Afinal, a Paulina Porizkova viveu tudo o que se passa no livro e o narra com conhecimento de causa...

OBS. Recebi esse livro como cortesia da Editora Record, pois estou fazendo parte do Bookcrossing criado pela Record em parceria com a Bites.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

BLOG ACTION DAY

BLOGGING THE CONNECTIONS BETWEEN CLIMATE AND FOOD

Dia de novidade. A responsabilidade e a honra que, não sei se estou à altura, recebi da Lu, com o convite para colaborar neste blog cujo nome eu acho perfeito para o que se propõe: A Roupa Nova do Rei.
Vou tentar sempre ver o rei como ele está vestido e, se estiver nu, gritarei por aqui.
Aproveitando o blog action day, me atrevo a fazer algumas considerações.
Continuo, sem pretensão e quase sempre sem conclusão, a palpitar neste e naquele assunto que me cutuque a alma.

Como food bloggers pensantes que somos, nossa preocupação neste day é com a alimentação.
Precisamos aumentar a produção mundial de alimentos em setenta por cento até o ano de 2050, quando a população mundial estará perto de 9 bilhões de habitantes . . .mas . . . a produção de alimentos em grande escala influencia mudanças climáticas.

E então?

Pessoalmente, acho a filosofia do Slow food politicamente correta e, principalmente, poeticamente correta, . . . mas . . .

no Zimbábue, neste ano, aproximadamente 10 milhões de pessoas (ano passado foram cerca de 7 milhões) necessitam ajuda alimentar. Cada pessoa recebe 5 quilos de cereais por mes para sobreviver. Nada poético.

Conversação, tolerancia, generosidade etc são aprendidos à mesa. . . mas. . .para haver a mesa há que haver comida para servir.

Hoje a área agricultável no mundo é de 1,5 milhões de hectares e a população, em torno de 6 bilhões de pessoas.

A população vai crescer mas a área agricultável não.

Há necessidade de se praticar novas tecnologias para poder aumentar a produtividade e há necessidade de mentes abertas para selecionar estas tecnologias e para não barra-las quando se fazem necessárias.

Precisamos de soluções, então todas as sugestões devem ser consideradas, sem julgamento e sem preconceito.